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Tentações

Ana Maria Prandato - 18/01/2001


I - Administrando a vida

Olha eu aqui, de novo!!!

Um belo dia resolvemos que chega de sofrer - deve haver uma maneira mais inteligente de viver - e começamos a procurar respostas, subsídios, que satisfaçam nossas necessidades.

O caminho pra isso será escolha nossa, como tudo.

Nessa busca, é natural que passemos por diversos estágios, até sentirmos que há afinidade de idéias e atitudes - falamos a mesma língua! Então nos identificamos e passamos a experimentar um novo jeito de viver.

É assim que muitos de nós chegamos à Metafísica. E começamos a perceber que os acontecimentos não são meros acasos, mas sim respostas objetivas e certeiras àquilo que acreditamos forte e continuamente (nossas crenças).

A princípio é comum que apareçam muitas dúvidas, que vão sendo dissipadas à medida em que colocamos a teoria em prática e constatamos mudanças na nossa realidade.

Aí ficamos animados. Puxa! Finalmente temos o poder de modificar aquilo que nos desagrada, que nos faz sofrer. É tudo uma questão de crenças - nossas crenças! Está tudo dentro de nós, acontecendo de dentro pra fora, então é possível trocar as crenças que estão causando retornos ruins por outras, que sejam favoráveis a bons resultados. E passamos a observar nossas crenças com atenção - e a administrar nossa vida.


II - Os "mortos" podem não estar tão mortos...

Lembra do filme "A volta dos mortos vivos", com suas inúmeras partes? Pois é, podemos ser protagonistas de histórias desagradáveis que se repetem infinitamente, mesmo quando já temos um bom nível de consciência. É que crenças antigas e já identificadas por nós como negativas podem voltar a agir a qualquer momento. Persistentes e rápidas, assemelham-se a ervas daninhas. Enquanto restar uma mínima raiz elas voltarão, com toda a certeza.


III - O tombo, em câmera lenta

Estamos bem. Alegres. Animados. Confiantes! Olhamos para nós mesmos, para a nossa vida, e vemos que já construímos muita coisa boa, já superamos muitas limitações e dificuldades. Enxergamos os obstáculos atuais que temos pela frente e estudamos maneiras de superá-los. Ótimo! Estamos agindo positivamente.

Nos distraímos por um instante, e nem percebemos que aquele "caso" que alguém veio contar nos causou uma impressão ruim. Continuamos o nosso trabalho. Animados!

Começamos a sentir uma saudade danada de algúem de quem gostamos muito, que costumava estar sempre presente, nos incentivando, e que agora se afastou de nós. Chega a doer, mas continuamos as nossas atividades.

Lembramos dos amigos e percebemos que estão sumidos...Cada um por seu motivo, a verdade é que andam ausentes há algum tempo...

E aquela pessoa interessante que conhecemos na semana passada, e que ficou de ligar? Não ligou, "né"?

Ligamos o computador. A conexão está péssima. Quando conseguimos acessar a nossa correspondência, ficamos animados ao verificar que há sete e-mails novos! Mas são todos daquele chato que insiste em entupir nosso correio eletrônico com aquelas mensagens pesadas e impessoais...Que lástima!

O nosso ânimo já era! A conexão cai, e caimos junto...

Você pode estar pensando que motivos assim tão pequenos não poderiam causar grande estrago na nossa alegria de viver, mas esse é um engano nosso. Quando nos deparamos com situações altamente desagradáveis, graves mesmo, instintivamente paramos tudo e de alguma forma nos recolhemos para que possamos compreender o que está acontecendo. Já com as pequenas coisas fazemos diferente. Costumamos nem parar pra ver o que é que estamos sentindo, vamos deixando "rolar"... Se não estivermos atentos, essas "coisinhas" agem como infiltrações de negativismo, que arruínam o nosso equilíbrio.


IV - As tentações

Voltamos para o trabalho que estávamos fazendo com todo o carinho. Mas, o que aconteceu? Ele já não nos parece mais tão bom...Começamos a pôr um defeito aqui, outro ali...Perdemos a vontade de continuar trabalhando. Não estamos mais animados. Travamos.

Os velhos fantasmas estão de volta. Sabemos que o único modo de nos livrarmos deles é encarando-os com firmeza e expulsando-os sem piedade...

Mas, aí é que está...Sedutores, nos tentam estimulando em nós a nossa auto-piedade, que é um veneno disfarçado em apoio e aconchego.

Se nos deixarmos levar por essa correnteza, logo estaremos pensando que ninguém gosta de nós de verdade, que "os outros" não nos dão a atenção que merecemos, que não temos sorte para encontrar boas pessoas ou não temos qualidades suficientes para atrair bons relacionamentos - enfim, uma miséria só!

Onde isso vai parar é fácil deduzir, não é? No mínimo, acabaremos deprimidos e infelizes, prontinhos para atrair mais coisas desagradáveis.

O que aconteceu, na verdade, é que velhas crenças não totalmente extintas vieram à tona mais uma vez. Crenças em desvalorização, crenças que colocam o poder fora de nós, crenças que submetem o nosso valor à apreciação dos outros, crenças que dizem de uma maneira velada e cruel que não somos bons o bastante para realizarmos bons trabalhos, sermos amados e felizes.

Este "tombo" foi apenas um exemplo. Se observarmos nossa vida, encontraremos muitas outras seqüências de fatos que acabaram da mesma forma. Em algumas vezes é tudo muito rápido, em outras o processo leva dias, mas o ponto em comum é que não percebemos a tempo, não demos atenção ao que estávamos sentindo e deixamos de ouvir aquilo que o nosso coração estava querendo nos dizer.


V - É hora de vigiar

Se já conseguimos experimentar a alegria e o bem-estar administrando a nossa vida conscientemente, talvez um dos maiores desafios que tenhamos agora seja o de conseguirmos manter esse estado agradável em nós por períodos cada vez mais longos.

Os nossos "fantasmas" (ou os fantasmas das nossas crenças) continuarão vindo à tona - e isso é ótimo! De que outro modo poderíamos saber que ainda estão ativos e operantes?

O jeito é ficarmos com nossos radares ligados o tempo todo - atentos ao que estamos sentindo, mente e coração conectados - para evitarmos que dentro de nós o veneno se instale, tornando-nos vulneráveis à sedução de antigas tentações que transferem a responsabilidade dos nossos sofrimentos ou das nossas alegrias para o mundo exterior, ao mesmo tempo em que tiram de nós o poder sobre a nossa própria vida.

No mais, é cair e levantar, sem medo de cair de novo. Não é assim que as crianças aprendem a andar?




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