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Quando as Promessas viram Dívidas

Ana Maria Prandato - 02/01/2001


E agora???

Agora começou. Estamos no primeiro dia útil do século 21.(É interessante esse conceito de dia útil, não é mesmo? Demonstra a grande importância que damos ao que é comercial, ao que movimenta dinheiro, ao "fazer" que dá algum retorno material. Isso não é necessariamente uma coisa ruim - ao contrário, se pra nós é tão importante essa questão financeira, que faz parte da prosperidade, fica claro aqui que precisamos cuidar dessa área com carinho e com atenção. A reflexão é a seguinte: ao dizermos "dia útil", será que mandamos automaticamente uma mensagem ao nosso inconsciente, como um cookie*, dizendo que o tempo dedicado ao relaxamento, à diversão, à meditação, à satisfação de necessidades pessoais, ao cuidado conosco, é menos importante? Menos digno? Tempo inútil?)

Voltando ao ponto, alcançamos esse marco convencional, imaginário, no tempo.
Já é ano novo e ninguém pensa muito nessa coisa de convencional ou imaginário.
O fato é que o dia está correndo e tudo o que assumimos está aí, valendo, e muitas vezes nos infernizando.

Se as festas de fim-de-ano costumam levar a um maior comprometimento financeiro, estourando orçamentos com gastos compulsivos, o nosso sufoco pode ser ainda maior devido à conhecida mania que temos de prometer coisas a nós mesmos, atrelando-as aos começos - de semana, de ano, acreditando que dormiremos sendo uma pessoa e acordaremos outra...prontos para executar as ordens que estabelecemos.

Você já conhece isso, com certeza. Se não age assim, pessoalmente, conhece pessoas próximas que o fazem.

Segundas-feiras e começos de ano são os campeões de audiência no que se refere às nossas expectativas de mudanças. Depositamos nessas datas a confiança de que conseguiremos mudar e então fazemos a nossa listinha (que pode ser hercúlea). "Vamos começar o regime. Vamos parar de fumar. Vamos arranjar um emprego. Vamos fazer exercícios físicos. Vamos acabar um relacionamento afetivo ruim. Vamos começar um relacionamento afetivo perfeito. Vamos...vamos...vamos..." Cheios de entusiasmo, nem percebemos que vamos é enchendo a nossa vida de um peso imenso, que terá hora marcada pra cair em cima de nós...e a hora é agora...

Se fomos confiantes e bem-intencionados a ponto de manifestar publicamente nossos objetivos, ou se envolvemos outras pessoas nas nossas promessas, putz!, a situação pode ser ainda pior...

E agora, José? Hehehehe...É pra rir ou pra chorar? Não nos desesperemos! Como diz um amigo meu, haja o que "hajar", estejamos do nosso lado, a nosso favor.

Agora mais lúcidos quanto às nossas reais forças, necessidades e vontades, vamos dar uma olhada na nossa lista de promessas - que pode estar parecendo uma batata quente nas nossas mãos - e vamos discernir dali quais coisas são possíveis e quais ainda não são; aquilo que queremos de verdade e o que nos forçamos a fazer por culpa ou por imposição externa, e vamos escolher aquilo que sentirmos, mesmo, vontade de fazer - se é que vamos ficar com alguma coisa...

Do contrário, podemos dar uma última olhada na nossa famigerada listinha e, se for num papel, podemos dobrá-lo e picá-lo em pedaços...Se for na telinha, podemos apertar o botão "delete", e já era. PODEMOS!!! De qualquer forma, estará deletado. Estará sendo devolvido esse "kit-consiga" que acabou virando um tormento a mais. Estaremos livres. Que alívio!

Livres de nós mesmos, das imposições absurdas ou massacrantes que tentamos viabilizar, sem considerarmos que precisamos do nosso tempo certo, do nosso jeito próprio pra conseguirmos fazer as transformações que queremos. Com determinação, sim. Com empenho. Mas sem aniquilarmos o nosso prazer de viver e a nossa auto-estima, logo de saída.

Pronto. Mas, que dirão "os outros" desta nossa atitude? O que é que vão pensar de nós?

Bom, meu amigo, esse é um capítulo à parte...Nessa "luta" por uma vida mais feliz, você vai ficar do lado de quem?



* Clique no "cookie" e confira o seu significado, lendo o artigo: "Biscoitos? Não, obrigado.", do jornalista Giordani Rodrigues, editor do site www.infoguerra.com.br



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