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Desafios

Ana Maria Prandato - 02/02/2002


I -Sujeito a chuvas e trovoadas

É crescer ou crescer...

Quando a Metafísica atual afirma que somos os autores do nosso próprio destino e que podemos, portanto, modificá-lo a qualquer momento, é possível que surjam na nossa cabeça interpretações equivocadas, fantasiosas, que em nada nos ajudariam. Por exemplo, seria no mínimo uma fantasia acharmos que metafísicos lúcidos e convictos nunca mais passarão pelas conhecidas dores da vida, não mais serão surpreendidos por situações desagradáveis, deixarão de ter problemas para resolver no seu dia-a-dia ou serão bem-sucedidos "de cara" em todo e qualquer projeto que empreenderem...

Acontece que, metafísicos ou não metafísicos, do nosso ponto de vista aqui exposto, somos seres em desenvolvimento, continuamente "em obras" - sejam obras de construção, demolição, restauração ou reforma - no exercício natural e dinâmico do aperfeiçoamento. Assim, estamos todos sujeitos aos "sufocos" cotidianos, sem falar dos escorregões e das derrapadas...

Mas então... que diferença faz? Oras, se é assim, de que vale a nossa dedicação na procura do auto-conhecimento, na intenção de compreender melhor a vida ? De que vale a nossa disposição para agir em benefício de resultados mais agradáveis e prazerosos? O que é que muda realmente?

Através da visão da Metafísica atual, o que muda é o foco, muda o jeito de ver os acontecimentos - e é por aí que mudamos os resultados. Não estamos falando de lentes cor-de-rosa; estamos falando de uma percepção diferente. Deixamos de encarar as circunstâncias desagradáveis como "problemas" e passamos a tratá-las como desafios que exercitam nossos potenciais, possibilitando o nosso avanço no processo evolutivo.

Mas é importante frisar que não se trata de uma simples troca de palavras. Aliás, entre os iniciantes, não só na metafísica como também em outras áreas espiritualistas, é comum o esforço de banir determinadas palavras do nosso vocabulário habitual... Desviamos delas a todo custo, paramos no meio quando escapam, nos policiamos, nos corrigimos... No fim é até engraçado, pois mais à frente aprendemos que, se mudarmos as palavras e conservarmos a sensação antiga diante dos fatos, estaremos apenas trocando seis por meia dúzia.

A Metafísica atual propõe mudanças mais profundas, e são elas que fazem toda a diferença. Pra começar, é importante compreendermos que somos nós os responsáveis por tudo aquilo que nos acontece de agradável ou desagradável. Assumindo essa responsabilidade sem entrar em culpas, estaremos dando o primeiro passo para retornar à tranqüilidade em momentos difíceis, já que essa postura possibilita que deixemos de acreditar em castigos divinos, em acasos, em provações, em injustiças, em azar - e que deixemos de temer essas coisas; também afastaremos de nós a revolta, os ressentimentos, a auto-piedade, e com isso nos livraremos de muita confusão; além de tudo, poderemos continuar vendo a vida como uma aliada pronta a nos ajudar, e não como uma inimiga que nos traiu ou abandonou; então estaremos mais capacitados a tomar as atitudes necessárias em nosso favor.

Tudo bem, aceitamos a responsabilidade. E aí acabam para sempre os transtornos, não é assim?... Bem, eles poderão ser bastante amenizados, espaçados... mas acabar, não acabam... pelo menos não tão cedo, e aqui não vai nenhuma apologia ao sofrimento; ao contrário, a proposta da Metafísica atual é que aprendamos a atingir resultados cada vez melhores, tornando nossa vida mais gostosa e valorizando, sobretudo, o prazer de viver. Aí é que está: os "transtornos" deixam de ter o papel principal na nossa história. O principal, o que realmente importa, é a maneira como reagimos a eles, como nos conduzimos durante essas tempestades, e como saímos delas - arrasados ou fortalecidos. Estamos aprendendo, e como aprender sem passar por experiências reais? É mais ou menos como aprender a nadar... não dá pra aprender no sequinho... Porém há uma grande diferença a se considerar: a evolução não é opcional.

Ainda restam dúvidas sobre as vantagens de nos ocuparmos com o nosso desenvolvimento interior? Ficou a impressão de que acaba dando tudo na mesma? Então vejamos o seguinte: digamos que, de uma hora para outra, precisemos enfrentar uma necessidade mais aguda, como uma cirurgia. Passado o primeiro impacto, podemos reagir a essa situação de uma maneira responsável, positiva, confiante, acreditando que aquilo que acontecer será o melhor para nós naquele momento e deixando claro para a vida (que aqui significa o mesmo que Deus) que estamos dispostos a reconhecer e a modificar as nossas crenças que criaram essa desorganização na nossa saúde física, e que preferimos resolver isso por meio da inteligência e da boa-vontade, mas que aceitaremos sinceramente o que vier a acontecer como útil e bom. Dependendo de vários fatores específicos a cada caso, essa nossa atitude pode até desencadear a solução dessa questão sem que a cirurgia seja necessária (pense um pouco... você já viu isso acontecer, não é mesmo?). Ou podemos passar pela cirurgia, mas com um mínimo de desconforto, com uma recuperação rápida, cercados de atenção e de carinho, sem nenhuma seqüela - um sucesso!

É claro que existe o outro lado da moeda, que igualmente conhecemos bem. Podemos reagir negativamente, entregues ao medo e à preocupação, revoltados, agarrados à pergunta: "Por que eu?", ressentidos , magoados, desvalorizados... Bom, nem é preciso dizer que assim seremos sérios candidatos a pós-operatórios dolorosos e complicados, a erros médicos, a infecções hospitalares, a reincidências da doença, e por aí vai...

Eis a diferença. Há diversas maneiras de se passar por situações desagradáveis - e de se sair delas - sendo que a nossa atitude interior é sempre fundamental, facilitando ou dificultando o desenrolar dos fatos.


II - O autodomínio

Incentivados por idéias competitivas e possessivas, freqüentemente nos esmeramos na pretensão de dominar "fora". Só que o verdadeiro domínio, o único realmente possível, é aquele que exercemos dentro de nós mesmos. Talvez até seja esse o objetivo final da evolução. Vencer as nossas resistências, os nossos medos, superar nossas limitações, dirigir a nossa vida para onde queremos ir, conquistar o autodomínio, e modificar a nossa realidade por intermédio dele. Sabemos que não é tarefa simples, que se cumpra da noite para o dia - e certamente a vida sabe disso ainda melhor do que nós, e não cobrará nada além daquilo que já podemos fazer.

Estamos aprendendo. A cada novo desafio, uma nova oportunidade de agir de modo diferente, alcançando um resultado mais gostoso, sofrendo menos, conservando por mais tempo aquela sensação agradável de bem-estar e de paz. Cada vez mais donos da nossa felicidade, e mais capazes de compartilhá-la. Dominando as nossas próprias experiências, de dentro pra fora.




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