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Celebração à vida

Ana Maria Prandato - 24/08/2001


I - Nada a comemorar

Viva a Vida!!!

Vamos dizer o que é verdade, tem horas em que o bicho pega, e pega feio, não é mesmo? Por mais que estejamos sinceramente procurando manter acesa a nossa luz interior, nessa tarefa de buscar e de descobrir a nós próprios, para que possamos conhecer a nossa originalidade e vivê-la plenamente, (até sabendo que esse é o único modo de nos sentirmos realizados e felizes), ainda assim, há momentos em que nos sentimos num nevoeiro desagradável e denso, beirando o insuportável - e não há nenhum mérito em disfarçarmos esse estado; negá-lo não vai resolver coisa alguma, ao contrário.

A passagem por esse túnel escuro pode ser mais lenta ou mais rápida, e apesar de ser um processo transitório, causa em nós a sensação de que não sairemos disso nunca. É triste, é confuso, é irritante, dói. Nossa lucidez procura acessar na mente tudo o que já sabemos, e que possa nos ajudar a "voltar ao normal", mas a mistura de sentimentos que experimentamos é tão intensa que nos faz constatar que só sabemos, de fato, aquilo que já pudemos vivenciar na prática, "sentir na pele", indo além das teorias. É como uma luta entre o nosso lado anjo, nos puxando para a luz e gritando: "Brilhe, brilhe, brilhe!!!", e o nosso lado bicho querendo se isolar e dizendo: "Me esqueça..." (como fazem os cachorros, por exemplo, quando estão assustados ou machucados, se pondo debaixo de um móvel, onde nem poderíamos imaginar que eles coubessem...).

Se nessas ocasiões já fica difícil lembrar das coisas boas que conseguimos, das nossas vitórias, das nossas experiências anteriores bem sucedidas, fica mais difícil ainda valorizá-las - valorizar quem somos e aquilo que temos! Nessa situação nos confrontamos com a força do negativismo, do desânimo, do entristecimento, da auto-piedade, da revolta, e lá vamos nós, feito caminhões desgovernados, ladeira abaixo... Está instaurado o caos interior - mas dele, mais uma vez, nascerá a luz que valoriza a vida.

II - Os motivos

São diversas as razões que desencadeiam esse nosso ofuscamento temporário.

No que se refere a nós, à nossa maneira de ser, de reagir, os motivos nem precisam ser tão grandes, segundo a nossa classificação racional. Geralmente são "pequenas coisas", ligadas às nossas expectativas, às nossas ilusões, ao poder que delegamos aos outros, à importância exagerada que depositamos nas opiniões ou nas manifestações alheias, ao pouco valor que creditamos a nós mesmos, à falta de confiança com que tratamos aquilo que sentimos.

No que se refere à vida, pelo que podemos observar e concluir, os motivos que permitem essas crises são sempre oportunidades de crescimento interior, de verdadeiro conhecimento. Ou ela nos coloca em situações que funcionam como espelhos cristalinos, esfregando na nossa cara o quanto ainda somos frágeis, vulneráveis e indeterminados, ou nos proporciona a possibilidade de sentir o tamanho da nossa própria força, que se ainda não nos imuniza às quedas, já nos torna capazes de levantar o quanto antes e de, humilde e ternamente, "lambermos os nossos ferimentos", na aprendizagem que cura.

III - Voltando pra festa

Você já esteve numa festa que tinha tudo pra ser formidável e, no entanto, voltou pra casa insatisfeito e contrariado, sem ter "curtido" nem um pouquinho? Pois é, dê uma olhada neste ponto de vista: somos os convidados de uma festa magnífica - que é viver - e só estamos aqui porque aceitamos o convite, mas muitas vezes nem conseguimos agradecer e retribuir, do jeito mais simples que podemos: desfrutando dela com prazer e com alegria.

Tanta coisa bonita nesta vida! Tanta coisa gostosa, tantos encontros bons, tanta troca, tanto trabalho útil a ser feito, tanta realização possível, tanto a crescer! Não é verdade? Será que temos sido sensíveis a todo esse bem? Temos desfrutado, compartilhado? Ou estamos fixados na maldade, na violência, na falta, na crítica, no medo? Sabemos que tudo isso existe, é claro, e concordamos em que aquilo que causa o mal precisa ser combatido com firmeza - mas em que bases fazemos isso? Fortificando o bem a partir de nós mesmos, trabalhando por ele? Ou endurecendo o nosso olhar e o nosso coração, criando uma armadura áspera, que a primeira coisa que faz é impedir qualquer aconchego, qualquer manifestação de ternura - fora ou dentro de nós...?

Podemos achar que a vida é um fardo pesado, criada unicamente pra expurgar as eternas culpas de seres imperfeitos, mal-acabados, e nos incluirmos nesse pacote triste - ou podemos sentir, sim!, que somos criaturas perfeitas que se aprimoram a cada dia, aprendendo a aplicar o próprio poder de uma forma responsável, transformando as dificuldades interiores em conquistas pessoais, cultivando e fazendo florescer tudo o que há de bonito em ser "humano", dispostas a contribuir e a participar da vida com a mesma alegria e com o mesmo entusiasmo de quem "vive" uma festa memorável.

E aí? Vamos escolher ficar num canto, "fazendo bico", ressentidos conosco ou com o mundo, choramingando ou esbravejando em cima do nosso próprio umbigo? Ah..., já podemos fazer melhor do que isso, não é?

Então vamos! Um belo chute nesse balde cheio de morbidez, uma conexão rápida com astrais receptivos e elevados, um sentimento bom de paz no coração, uma energia grata e revigorante - reconhecidos e valorizados por nós mesmos, merecedores de todo o bem, criados para a felicidade - estamos em festa!




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