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Cada um no seu caminho

Ana Maria Prandato - 06/01/2001


I - Somos diferentes, apesar de termos a mesma essência

A diversidade pode enriquecer nossa compreensão, ou causar guerras. Depende do nosso jeito de olhar.
Basta observar a diversidade imensa, talvez infinita, de formas, cores, tamanhos, odores, funções, necessidades, utilidades - peculiaridades, enfim, de tudo aquilo que a natureza cria - para que se perceba que a vida comporta uma variedade enorme de maneiras de ser que coexistem em equilíbrio, há milênios.

De pedras a astros, de bactérias a elefantes, cada criatura tem seu espaço e sua função no universo.

Um abacateiro, se produzir alguma coisa, será abacates, é claro. De uma roseira pode-se esperar rosas (ao menos no estado natural das coisas, sem considerarmos os enxêrtos e outras interferências humanas).

Seria no mínimo engraçado se pudéssemos descobrir que um abacateiro quer porque quer dar laranjas, enquanto uma bananeira implica com sua vizinha, a laranjeira, achando que esta deveria dar cajus...já que não consegue mesmo dar bananas, como ela...

Parece "papo" de louco, não é? Afinal, de minerais, vegetais e animais já conhecemos o suficiente para compreendermos que cada qual cumpre o seu destino naturalmente, adaptando-se às transformações impostas ou sucumbindo a elas.


II - Pensar pode servir pra esclarecer ou pra complicar

Essa coisa de querer, de escolher, de determinar e de implicar é só nossa. Como seres humanos, temos a capacidade de pensar - e o que poderia ser uma usina de soluções, por vezes se transforma numa fábrica de problemas.

Nossa mente pode ir da fantasia à lógica com uma facilidade imensa. Executa um volume enorme de operações, mas é perigoso deixá-la ligada no "piloto automático", produzindo pensamentos, sem que façamos uma avaliação daquilo que estamos pensando.


III - Confundindo o "eu" com os "outros"

É bem comum procurarmos compreender os outros a partir do que pensamos sobre nós mesmos.

Compreender é uma palavra amena, que traduz apenas parte do que geralmente fazemos.

Normalmente julgamos, criticamos, condenamos, queremos impor - tudo segundo o nosso ponto de vista sobre o que é bom ou ruim, certo ou errado, próprio ou impróprio. Do mesmo modo, desejamos que os outros se comportem de determinada forma, porque pensamos que é a correta.

Assim nascem as guerras, os preconceitos, os modelos de comportamento e a maior parte dos sofrimentos humanos. Defendemos a nossa maneira de pensar, que em última análise é a expressão do nosso ego, esquecendo de que cada mente neste universo pensa por sua conta, com o mesmo direito.


IV - O melhor para nós pode não ser o melhor para os outros

Cada um de nós tem suas necessidades e seus recursos próprios. Tem também o seu tempo de maturação, suas experiências de busca, seus momentos de mudança, seus limites atuais.

Resumindo, podemos concluir que cada um está no seu caminho, que pode ser paralelo ou oposto ao nosso, mas igualmente válido.


V - Compartilhar, quando possível. Aceitar, sempre.

Claro que é agradável poder compartilhar com as pessoas, especialmente aquelas com as quais convivemos mais intimamente, as coisas que nos fazem bem - sejam idéias, sejam gostos, objetivos de vida - mas isso só é possível quando há sintonia para tanto.

No mais, parece indispensável que pratiquemos a aceitação como um exercício diário, lembrando que aceitar não significa concordar ou apoiar, mas sim respeitar as diferenças - compreendendo que, para o outro, nós é que somos os diferentes.




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